O mercado imobiliário de São Paulo por renda reflete, de forma cada vez mais clara, a diversidade econômica da cidade. Nesse contexto, dados recentes do Índice de Demanda Imobiliária (IDI) mostram como cada faixa de renda concentra sua demanda em regiões específicas. Assim, o estudo revela uma divisão territorial bem definida entre moradia, investimento e perfil de consumo na capital.
Ao analisar o segundo trimestre de 2025, o levantamento identifica três lideranças distintas. Por um lado, a Zona Leste se destaca no padrão econômico. Por outro, a Zona Sul lidera o médio padrão. Já a Zona Oeste mantém a hegemonia no alto padrão. Dessa maneira, os dados ajudam investidores e compradores a compreenderem melhor onde estão as oportunidades mais alinhadas a cada perfil de renda em São Paulo.
Mercado imobiliário de São Paulo por renda: padrão econômico
Renda familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil
A Zona Leste lidera o padrão econômico no mercado imobiliário de São Paulo por renda. O crescimento da demanda direta e a alta atratividade de novos lançamentos impulsionaram o desempenho da região, consolidando sua posição como principal destino das famílias de menor poder aquisitivo.
Além disso, a região segue oferecendo preços mais acessíveis quando comparada a outras áreas da cidade, o que fortalece sua atratividade tanto para moradia quanto para investimento de entrada.
Por outro lado, a Zona Sul perdeu a liderança após apresentar retração nos indicadores de demanda direta e dinâmica econômica. Ainda assim, a região permanece como um mercado sólido, sustentado por infraestrutura consolidada e ampla oferta de imóveis.
Enquanto isso, a Zona Oeste manteve estabilidade no ranking. Ao mesmo tempo, o Centro ganhou posições, impulsionado pelo aumento da atratividade de novos projetos imobiliários.
Ranking – Padrão Econômico (IDI)
Leste – 0,796
Sul – 0,763
Oeste – 0,703
Mercado imobiliário de São Paulo por renda no médio padrão
Renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil
No médio padrão, a Zona Sul assumiu a liderança no mercado imobiliário de São Paulo por renda. Nesse cenário, o aumento expressivo da demanda direta e o crescimento no volume de lançamentos reforçaram o protagonismo da região.
Com isso, a Zona Sul se consolida como um território que combina localização estratégica, infraestrutura urbana e ticket médio compatível com o perfil dessa faixa de renda.
Enquanto isso, a Zona Leste avançou para a segunda posição. Esse movimento, por sua vez, reflete o interesse crescente do público por empreendimentos na região, impulsionado pela evolução da demanda direta.
Já a Zona Oeste recuou para a terceira colocação. Isso ocorreu principalmente devido à redução na atratividade de novos lançamentos voltados a esse segmento.
Ranking – Médio Padrão (IDI)
Sul – 0,652
Leste – 0,648
Oeste – 0,646
Mercado imobiliário de São Paulo por renda no alto padrão
Renda familiar acima de R$ 24 mil
No alto padrão, a Zona Oeste mantém a liderança no mercado imobiliário de São Paulo por renda. Altos indicadores de dinâmica econômica, demanda direta e atratividade de lançamentos sustentam o desempenho da região, que concentra bairros consolidados e alto poder aquisitivo.
Além disso, a Zona Oeste segue atraindo projetos de maior valor agregado, o que reforça seu apelo para investidores que buscam patrimônio e valorização no longo prazo.
A Zona Sul ocupa a segunda posição, apresentando desempenho consistente ao longo do tempo. Por sua vez, a Zona Norte ganhou destaque ao subir posições no ranking, impulsionada pelo avanço da demanda direta e pela chegada de novos empreendimentos.
Ranking – Alto Padrão (IDI)
Oeste – 0,766
Sul – 0,675
Norte – 0,590
Como funciona o Índice de Demanda Imobiliária (IDI)
Um ecossistema formado por Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta desenvolve o Índice de Demanda Imobiliária em parceria com a CBIC. Para isso, o estudo utiliza dados reais e anonimizados, combinando informações públicas e privadas.
Dessa forma, o modelo avalia o potencial de investimento imobiliário nas diferentes regiões da cidade a partir de indicadores como demanda potencial, dinâmica econômica, oferta de imóveis, demanda direta por leads e atratividade de lançamentos novos e antigos.
A escala do índice varia de 0,000 a 1,000. Assim, quanto mais próximo de 1, maior é a atratividade da região para novos projetos imobiliários.
O que esse cenário revela para investidores?
Dessa maneira, o estudo reforça que São Paulo não deve ser analisada como um mercado único. Na prática, a cidade se organiza em territórios distintos, cada um atendendo a um perfil específico de renda e comportamento de consumo.
Por esse motivo, compreender como o mercado imobiliário de São Paulo por renda se divide se torna essencial para investidores que buscam reduzir riscos, aumentar liquidez e tomar decisões mais estratégicas.
Por fim, alinhar o tipo de imóvel à região correta é um dos principais fatores para obter bons resultados no mercado imobiliário.
Na BR 360, acompanhamos de perto esse tipo de análise para orientar nossos clientes com base em dados, estratégia e visão de longo prazo.
Entender onde cada renda se concentra é o primeiro passo para investir melhor.