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Executivos explicam como o setor imobiliário de alta renda deve se comportar em 2026

O mercado imobiliário de alta renda entra em 2026 em um ritmo mais moderado, marcado por compradores mais seletivos, preços próximos da estabilidade e um foco crescente na preservação de valor no longo prazo. Executivos do setor avaliam que o segmento segue resiliente, porém menos tolerante a projetos genéricos e decisões impulsivas.

Após um período de forte valorização em regiões consolidadas, o cenário atual reflete um mercado mais maduro. O comprador de alto padrão continua ativo, mas adota uma postura mais analítica, priorizando localização, qualidade construtiva, exclusividade real e potencial de valorização sustentável.

Na avaliação de Augusto Martins, CEO da JHSF, esse movimento não representa uma mudança brusca, mas o aprofundamento de uma lógica histórica do mercado de luxo. Segundo ele, o segmento sempre operou com visão de longo prazo, e essa característica tende a se intensificar em 2026.

“O comprador de alta renda busca ativos capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos com segurança. Localização, escassez e qualidade do projeto seguem sendo os principais fatores de decisão”, afirma.

Para Marcello Romero, founder e CEO da Bossa Nova Sotheby’s International Realty, o próximo ano deve manter um compasso mais cauteloso, sem espaço para produtos sem diferenciação clara. Ele destaca que imóveis bem posicionados continuam líquidos, enquanto projetos genéricos enfrentam maior resistência.

“Não se trata de retração, mas de racionalidade. O comprador quer entender como aquele imóvel se encaixa dentro de uma estratégia patrimonial, e não apenas avaliar o preço”, ressalta.

Mercado mais seletivo e estratégico

A expectativa para 2026 é de um setor menos orientado a volume e mais focado em consistência, curadoria e inteligência comercial. Incorporadoras e imobiliárias que atuam no alto padrão tendem a reforçar discursos ligados à segurança, exclusividade e visão de longo prazo.

Nesse novo ciclo, o luxo deixa de ser apenas aspiracional e passa a ser, cada vez mais, uma decisão estratégica, tanto para quem busca moradia quanto para investidores que priorizam proteção patrimonial e estabilidade.

Para o mercado imobiliário de alta renda, 2026 deve ser um ano de consolidação, no qual qualidade, localização e propósito do projeto se tornam os principais ativos.

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