Pular para o conteúdo
Voltar ao Conteúdo
Mercado • 8 de setembro de 2026

Airbnb movimenta R$ 11 bilhões em São Paulo e reforça potencial da locação de curta temporada

Estudo da FGV mostra que a atividade ligada ao Airbnb cresceu mais de 16% na capital paulista em 2025. Viagens corporativas, eventos e outros deslocamentos ajudam a manter a demanda para além das férias.

São Paulo não depende de verão, praia ou alta temporada para receber visitantes. A dinâmica econômica da maior cidade do país cria um fluxo constante de pessoas que chegam à capital para trabalhar, participar de eventos, fazer negócios ou cumprir diferentes compromissos.

Esse movimento vem fortalecendo também o mercado de locação de curta temporada em São Paulo. Em 2025, a atividade relacionada ao Airbnb movimentou cerca de R$ 11 bilhões somente na capital paulista, segundo estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e encomendado pela plataforma. O resultado representa um crescimento superior a 16% em relação a 2024.

Para quem acompanha o mercado imobiliário com olhar de investimento, os números ajudam a mostrar por que localização, perfil do ativo e demanda de hospedagem precisam ser analisados em conjunto.

São Paulo lidera o impacto econômico do Airbnb no Brasil

O levantamento da FGV mostra que o impacto vai muito além da capital.

Considerando todo o estado de São Paulo, a atividade associada ao Airbnb movimentou aproximadamente R$ 34 bilhões em 2025, crescimento superior a 9% na comparação anual. Com isso, São Paulo concentrou o maior impacto econômico da plataforma entre os estados brasileiros.

Além disso, a atividade sustentou mais de 208 mil postos de trabalho no estado, gerou mais de R$ 10 bilhões em renda e esteve associada a quase R$ 3 bilhões em arrecadação tributária.

Na cidade de São Paulo, além dos aproximadamente R$ 11 bilhões movimentados, foram mais de R$ 3,5 bilhões em geração de renda, mais de 71 mil postos de trabalho criados ou mantidos e mais de R$ 935 milhões em tributos.

Os números demonstram a dimensão que a hospedagem de curta duração alcançou dentro da economia paulistana.

40% dos hóspedes utilizam o Airbnb por motivos além das férias

Um dos dados mais relevantes para quem avalia a locação de curta temporada como estratégia de investimento está no motivo das viagens.

De acordo com os dados divulgados a partir do estudo, 40% dos hóspedes utilizaram o Airbnb no Brasil por razões que vão além das férias, incluindo viagens de negócios e deslocamentos relacionados a grandes eventos.

Esse comportamento é particularmente relevante quando analisamos São Paulo.

Diferentemente de destinos predominantemente turísticos, a capital recebe visitantes ao longo de praticamente todo o ano. Eventos, congressos, reuniões, compromissos profissionais, negócios, entretenimento e outras atividades ajudam a criar diferentes fontes de demanda por hospedagem.

Consequentemente, a procura por estadias de curta duração não precisa estar concentrada apenas em feriados ou períodos tradicionais de férias.

Locação de curta temporada em São Paulo encontra uma demanda diversificada

Para o investidor, essa característica muda a maneira de analisar um ativo destinado à geração de renda.

Em um destino essencialmente turístico, a sazonalidade pode ter um peso maior sobre a ocupação. Já em São Paulo, diferentes públicos circulam simultaneamente pela cidade.

Executivos podem procurar hospedagem durante a semana. Participantes de congressos e feiras podem aumentar a procura em determinados períodos. Grandes shows e eventos esportivos também podem gerar picos de demanda.

Essa diversidade contribui para ampliar as possibilidades da locação de curta temporada — principalmente quando o ativo está inserido em uma região estratégica da cidade.

Por isso, não basta comprar um studio e disponibilizá-lo para locação. A escolha precisa considerar localização, mobilidade, infraestrutura, público potencial, regras do empreendimento, padrão da unidade e estratégia de operação.

Studios bem localizados ganham espaço nesse cenário

Dentro dessa dinâmica, unidades compactas podem se encaixar no perfil de parte da demanda por estadias de curta duração.

Studios próximos a metrô, centros empresariais, polos de serviços, hospitais, universidades, áreas gastronômicas e regiões de eventos podem oferecer conveniência para quem precisa permanecer alguns dias ou semanas na cidade.

Entretanto, a metragem por si só não determina o potencial de um investimento.

Um ativo voltado à locação precisa ser analisado como parte de uma operação. Isso inclui avaliar desde o preço de aquisição e os custos recorrentes até o potencial de ocupação, diária, concorrência da região e despesas de gestão.

Na prática, o produto certo precisa estar conectado à demanda certa.

Airbnb também funciona como fonte complementar de renda para anfitriões

Outro ponto apresentado pelo estudo ajuda a dimensionar o perfil desse mercado.

Na Grande São Paulo, quase 60% dos anfitriões que disponibilizam quartos privados afirmaram utilizar a plataforma para obter renda extra, enquanto aproximadamente 70% disseram que receber hóspedes não é sua principal ocupação profissional.

O dado mostra como a atividade está inserida em diferentes estratégias de geração de renda.

Ao mesmo tempo, para quem pretende adquirir um patrimônio especificamente com objetivo de rentabilidade, a análise tende a exigir um nível maior de planejamento.

Localização, produto, decoração, precificação, divulgação, atendimento ao hóspede e gestão da operação podem interferir diretamente no resultado.

O que observar antes de investir para Short Stay em São Paulo?

O crescimento desse mercado não significa que qualquer unidade terá automaticamente boa rentabilidade.

Antes da aquisição, alguns fatores merecem atenção:

  • Localização e mobilidade: proximidade de metrô, corredores empresariais, hospitais, universidades, centros de eventos e serviços;
  • Perfil da demanda: entender quem costuma procurar hospedagem naquela região;
  • Regras do condomínio: verificar se a convenção e as normas do empreendimento permitem o modelo de locação pretendido;
  • Custos da operação: condomínio, IPTU, manutenção, limpeza, mobília e gestão precisam entrar na conta;
  • Concorrência: quantidade e qualidade das unidades semelhantes disponíveis na região;
  • Liquidez do ativo: além da renda com locação, é importante considerar o potencial de valorização e revenda.

Portanto, mais importante do que simplesmente procurar um imóvel pequeno é identificar um ativo preparado para atender a uma demanda real e recorrente.

São Paulo reforça sua posição como mercado estratégico para investidores

Os números de 2025 ajudam a dimensionar a força desse mercado.

O Airbnb movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia brasileira, enquanto São Paulo respondeu por aproximadamente R$ 34 bilhões desse impacto. Só a capital concentrou cerca de R$ 11 bilhões e apresentou crescimento superior a 16% em relação ao ano anterior.

Para o investidor imobiliário, o principal ponto não está apenas no tamanho desses números, mas no comportamento por trás deles.

São Paulo reúne turismo, negócios, eventos, serviços e entretenimento em uma mesma cidade. Isso cria diferentes motivos para viajar e, consequentemente, diferentes oportunidades para a hospedagem de curta duração.

Nesse cenário, studios bem posicionados e adequados à operação de Short Stay podem fazer parte de uma estratégia de geração de renda e construção patrimonial — desde que a escolha seja baseada em dados, localização e viabilidade financeira.

Na BR360 Soluções Imobiliárias, analisamos oportunidades considerando não apenas o ativo, mas também sua localização, perfil de demanda e estratégia de investimento.

Quer conhecer oportunidades em São Paulo com perfil para investimento e locação de curta temporada? Fale com a BR360.

Compartilhar
Mais acessadas

Leia também