Pular para o conteúdo
Voltar ao Conteúdo
Mercado • 29 de setembro de 2026

Brasil tem mais pessoas morando sozinhas e mercado imobiliário acompanha mudança

O crescimento dos domicílios com apenas um morador está transformando a demanda por apartamentos menores, bem localizados e conectados a serviços nas grandes cidades.

O perfil de quem busca um lugar para morar no Brasil está mudando — e essa transformação já aparece no mercado imobiliário.

Segundo dados destacados pela Exame, 13,7 milhões de brasileiros viviam sozinhos em 2022, de acordo com o último Censo. Em pouco mais de duas décadas, esse número praticamente triplicou, e quase uma em cada cinco unidades domésticas do país já era ocupada por apenas uma pessoa.

O movimento ajuda a explicar uma mudança importante na forma como novos empreendimentos vêm sendo planejados, principalmente nos grandes centros urbanos.

Apartamentos menores ganham espaço

Famílias menores, casamentos mais tardios, aumento da população idosa e mudanças na composição familiar estão criando novos perfis de demanda.

Mas morar sozinho não significa necessariamente buscar o mesmo tipo de apartamento.

Entre as pessoas que viviam sozinhas em 2023, apenas 12% tinham entre 15 e 29 anos. Cerca de 47% estavam na faixa dos 30 aos 59 anos e 41% tinham 60 anos ou mais, segundo os dados apresentados pela Exame.

Isso significa que um studio ou apartamento compacto pode atender públicos completamente diferentes.

Para um jovem profissional, proximidade do trabalho, metrô, restaurantes e serviços pode ser determinante. Para pessoas mais velhas, segurança, acessibilidade, facilidade de manutenção e serviços próximos podem ter um peso maior.

A metragem pode ser semelhante, mas a necessidade de cada morador é diferente.

São Paulo concentra essa transformação

Na capital paulista, a mudança fica ainda mais evidente.

Em junho de 2026, apartamentos entre 30 e 45 m² representaram 66% dos lançamentos e 62% das vendas em São Paulo, segundo dados da Brain Inteligência Estratégica citados pela Exame. Unidades com menos de 30 m² responderam por outros 18% dos lançamentos.

A redução das plantas, porém, não está relacionada apenas à preferência por espaços menores.

O preço das regiões mais valorizadas também influencia essa transformação. Diminuir a metragem permite reduzir o valor total da unidade e manter o acesso a bairros com infraestrutura consolidada, mobilidade e alta concentração de serviços.

Ao mesmo tempo, unidades de um dormitório apresentavam, em 2026, valor médio por metro quadrado superior ao de apartamentos de dois e três dormitórios nas capitais analisadas pela Brain.

O que isso representa para o investidor?

A mudança no perfil dos domicílios também ajuda a ampliar a demanda por unidades compactas destinadas à locação.

Profissionais solteiros, estudantes, pessoas separadas, idosos e moradores temporários formam públicos diferentes, mas que podem compartilhar uma característica: a procura por unidades menores em regiões estratégicas.

Para quem compra com objetivo de renda, isso reforça a importância de olhar além da metragem.

Localização, mobilidade, infraestrutura do entorno, serviços disponíveis, perfil do condomínio e demanda de locação da região passam a ter papel fundamental na análise de um ativo.

O próprio crescimento dos compactos cria uma dinâmica interessante: quem compra a unidade nem sempre será quem irá morar nela. Parte desse estoque é adquirida por investidores justamente para atender à crescente demanda por locação.

Menos espaço, mais importância para localização e serviços

O avanço dos domicílios individuais não significa simplesmente que o brasileiro passou a preferir apartamentos pequenos.

Há uma combinação de fatores demográficos e econômicos: famílias menores, envelhecimento da população, mudanças nos relacionamentos, preços mais elevados em regiões desejadas e busca por praticidade.

Para o mercado imobiliário, o desafio passa a ser entender quem vai ocupar cada unidade e quais características realmente geram valor para esse público.

E para o investidor, essa transformação reforça uma análise cada vez mais importante: não basta observar apenas o tamanho do apartamento. É preciso entender quem é o potencial morador, por que ele escolheria aquela localização e qual demanda aquele ativo pode atender ao longo do tempo.

Na BR 360, acompanhamos essas mudanças para identificar oportunidades alinhadas aos novos hábitos de moradia e às transformações do mercado.

E você, acredita que os apartamentos compactos continuarão ganhando espaço em São Paulo nos próximos anos?O crescimento dos domicílios com apenas um morador está transformando a demanda por apartamentos menores, bem localizados e conectados a serviços nas grandes cidades.

O perfil de quem busca um lugar para morar no Brasil está mudando — e essa transformação já aparece no mercado imobiliário.

Segundo dados destacados pela Exame, 13,7 milhões de brasileiros viviam sozinhos em 2022, de acordo com o último Censo. Em pouco mais de duas décadas, esse número praticamente triplicou, e quase uma em cada cinco unidades domésticas do país já era ocupada por apenas uma pessoa.

O movimento ajuda a explicar uma mudança importante na forma como novos empreendimentos vêm sendo planejados, principalmente nos grandes centros urbanos.

Apartamentos menores ganham espaço

Famílias menores, casamentos mais tardios, aumento da população idosa e mudanças na composição familiar estão criando novos perfis de demanda.

Mas morar sozinho não significa necessariamente buscar o mesmo tipo de apartamento.

Entre as pessoas que viviam sozinhas em 2023, apenas 12% tinham entre 15 e 29 anos. Cerca de 47% estavam na faixa dos 30 aos 59 anos e 41% tinham 60 anos ou mais, segundo os dados apresentados pela Exame.

Isso significa que um studio ou apartamento compacto pode atender públicos completamente diferentes.

Para um jovem profissional, proximidade do trabalho, metrô, restaurantes e serviços pode ser determinante. Para pessoas mais velhas, segurança, acessibilidade, facilidade de manutenção e serviços próximos podem ter um peso maior.

A metragem pode ser semelhante, mas a necessidade de cada morador é diferente.

São Paulo concentra essa transformação

Na capital paulista, a mudança fica ainda mais evidente.

Em junho de 2026, apartamentos entre 30 e 45 m² representaram 66% dos lançamentos e 62% das vendas em São Paulo, segundo dados da Brain Inteligência Estratégica citados pela Exame. Unidades com menos de 30 m² responderam por outros 18% dos lançamentos.

A redução das plantas, porém, não está relacionada apenas à preferência por espaços menores.

O preço das regiões mais valorizadas também influencia essa transformação. Diminuir a metragem permite reduzir o valor total da unidade e manter o acesso a bairros com infraestrutura consolidada, mobilidade e alta concentração de serviços.

Ao mesmo tempo, unidades de um dormitório apresentavam, em 2026, valor médio por metro quadrado superior ao de apartamentos de dois e três dormitórios nas capitais analisadas pela Brain.

O que isso representa para o investidor?

A mudança no perfil dos domicílios também ajuda a ampliar a demanda por unidades compactas destinadas à locação.

Profissionais solteiros, estudantes, pessoas separadas, idosos e moradores temporários formam públicos diferentes, mas que podem compartilhar uma característica: a procura por unidades menores em regiões estratégicas.

Para quem compra com objetivo de renda, isso reforça a importância de olhar além da metragem.

Localização, mobilidade, infraestrutura do entorno, serviços disponíveis, perfil do condomínio e demanda de locação da região passam a ter papel fundamental na análise de um ativo.

O próprio crescimento dos compactos cria uma dinâmica interessante: quem compra a unidade nem sempre será quem irá morar nela. Parte desse estoque é adquirida por investidores justamente para atender à crescente demanda por locação.

Menos espaço, mais importância para localização e serviços

O avanço dos domicílios individuais não significa simplesmente que o brasileiro passou a preferir apartamentos pequenos.

Há uma combinação de fatores demográficos e econômicos: famílias menores, envelhecimento da população, mudanças nos relacionamentos, preços mais elevados em regiões desejadas e busca por praticidade.

Para o mercado imobiliário, o desafio passa a ser entender quem vai ocupar cada unidade e quais características realmente geram valor para esse público.

E para o investidor, essa transformação reforça uma análise cada vez mais importante: não basta observar apenas o tamanho do apartamento. É preciso entender quem é o potencial morador, por que ele escolheria aquela localização e qual demanda aquele ativo pode atender ao longo do tempo.

Na BR 360, acompanhamos essas mudanças para identificar oportunidades alinhadas aos novos hábitos de moradia e às transformações do mercado.

E você, acredita que os apartamentos compactos continuarão ganhando espaço em São Paulo nos próximos anos?

Compartilhar
Mais acessadas

Leia também