Queda dos juros e novas regras de crédito devem destravar demanda reprimida no setor imobiliário
O mercado imobiliário brasileiro projeta uma retomada mais consistente em 2026. Nesse contexto, a classe média deve voltar a ser o principal motor de crescimento do setor. Esse movimento é impulsionado, sobretudo, pela expectativa de queda gradual da taxa básica de juros e pela implementação de novas regras de crédito imobiliário.
Além disso, após um longo período de juros elevados, o acesso ao financiamento começou a apresentar sinais de melhora. Como resultado, a demanda reprimida tende a sustentar o crescimento das vendas nos próximos anos.
Vendas de imóveis em 2026
De acordo com entidades do setor, como a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e a Abecip, as vendas de imóveis podem crescer cerca de 10% em 2026. Esse avanço, portanto, não depende apenas da queda dos juros.
Nesse sentido, fatores como ajustes regulatórios, ampliação da oferta de crédito e maior confiança do consumidor devem contribuir para a recuperação. Assim, mesmo com juros ainda elevados, o mercado apresenta perspectivas mais positivas.
Mudanças no crédito imobiliário
O cenário de retomada está diretamente ligado a mudanças estruturais no crédito imobiliário. Entre as principais medidas, destaca-se a liberação de recursos compulsórios da poupança. Esses recursos devem injetar entre R$ 35 bilhões e R$ 37 bilhões no setor habitacional.
Além disso, a atualização do teto do Sistema Financeiro da Habitação, que passou para R$ 2,25 milhões, amplia o alcance dos financiamentos. Dessa forma, imóveis de médio e alto padrão voltam a se enquadrar nas regras do SFH.
2026 como ano de transição
Apesar da expectativa de redução gradual da Selic, analistas avaliam que 2026 será um ano de transição. Ou seja, a melhora no crédito deve ocorrer de forma progressiva.
Por outro lado, a consolidação desse cenário depende da velocidade da queda dos juros e da adaptação dos bancos às novas regras. Assim, a retomada total deve acontecer apenas quando o crédito se tornar mais acessível.
Classe média no centro da retomada
A recuperação da classe média é considerada essencial para o equilíbrio do mercado imobiliário. Diferentemente de outros segmentos, esse público depende diretamente das condições de financiamento bancário.
Portanto, com a ampliação do crédito e regras mais flexíveis, milhares de famílias podem voltar a acessar o mercado imobiliário. Como consequência, o setor tende a ganhar escala e sustentabilidade.
Conclusão (otimizada)
Em resumo, o mercado imobiliário entra em 2026 com expectativas mais favoráveis. A combinação entre queda gradual dos juros, novas regras de crédito e demanda reprimida cria um ambiente mais equilibrado.
Dessa maneira, embora a retomada não seja imediata, o setor caminha para um novo ciclo de crescimento sustentável.